Como Sair Das Dívidas: 6 Métodos Poderosos

Sair das dívidas

Como sair das dívidas é uma questão que tem rondado milhões de famílias brasileiras.

As dívidas podem ser uma mina para uma vida financeira saudável.

Segundo a PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), em abril de 2020, atingimos o percentual histórico de 66,6% de famílias brasileiras endividadas.

É um dado seríssimo, especialmente se pensarmos no cenário de pandemia que vivíamos.

Em meio a crise do novo coronavírus, dois terços das famílias estavam acumulando boletos, sem saber como quitar as dívidas e sair do vermelho.

Saber como sair das dívidas não é algo difícil.

A tarefa mais complexa reside em executar cada um dos 6 passos expostos abaixo.

Todavia, com determinação e disciplina, é perfeitamente possível regularizar as contas e passar a utilizar a renda familiar de forma equilibrada e saudável, conseguindo sair do vermelho.

CONTA

3 principais causas das dívidas

É possível atribuir causas para as famílias não saberem como quitar as dívidas e sair do vermelho?

Sim!

Como tudo em nossa sociedade, não existem eventos soltos, sem explicação ou fruto da mera causalidade.

Quando temos  dois terços de famílias endividadas, devemos investigar as causas e origens desse problema.

Não há como pensar em medidas para sair do vermelho sem, primeiramente, investigar os elementos que expõem as famílias a essa situação.

O que causa o endividamento? - 1. Educação financeira inexistente 

O que causa o endividamento? – 1. Educação financeira inexistente 

Historicamente, não faz parte da cultura brasileira ensinar as crianças e os adolescentes a administrarem suas finanças e gastos.

Há países em que, desde bem pequenos, os pais abrem uma conta poupança para os filhos e os ensinam a poupar o dinheiro para comprarem algo posteriormente.

No Brasil, o hábito é diferente.

Compramos no crédito para pagar depois.

Tanto as famílias, quanto a própria escola (que não prevê essa disciplina em sua grade curricular), não oferece esse  ensinamento às crianças.

 

Motivo de dívida – 2. Desemprego 

Famílias que perdem o emprego, ou seja, sua fonte de renda, comumente acabam sem saber como sair do vermelho.

Isso deriva, em grande parte, da ausência de educação financeira.

Como não somos ensinados a ter uma reserva de emergência ou uma poupança quando eventos inesperados ocorrem, estamos completamente despreparados as causalidades do destino.

Isso ajuda a explicar o elevadíssimo percentual da pesquisa PEIC.

Foi um ano em que o desemprego atingiu níveis recordes, culminando em famílias sem saber como organizar sua vida financeira e sair do vermelho.

Empréstimo

3. Parcelamentos e financiamento 

Outros dois elementos bastante enraizados no Brasil.

A cultura de parcelar as dívidas em parcelas pequenas e que duram anos, ao invés de juntar o dinheiro, comprar o produto à vista e ainda conseguir desconto.

Como sair das dívidas mesmo ganhando pouco

Tem como organizar sua vida financeira e sair do vermelho.

As dicas que serão dadas foram pensadas para se enquadrar em seu limite financeiro atual.

Ou seja, você saberá como acabar com as dívidas e sair do vermelho sem precisar de um salário maior.

Como sair das dívidas rapidamente - 1. Descubra o valor total das suas dívidas

Como sair das dívidas rapidamente – 1. Descubra o valor total das suas dívidas

Para descobrir como organizar a vida financeira e sair do vermelho, é necessário, antes de qualquer outro passo, saber qual é o tamanho do seu problema.

Em palavras diretas, busque responder: “quanto eu devo?”

Como organizar minhas dívidas?

Você pode fazer uma planilha no Excel, ou caso não consiga, fazer anotações completas e detalhadas em um caderno.

Anote cada dívida que possui, tanto aquelas que estão atrasadas quanto aquelas mensais e recorrentes (energia, água e internet).

2. Organize as finanças da família

2. Organize as finanças da família

O próximo passo em saber como organizar sua vida financeira e sair do vermelho é organizar o que você tem em mãos. Separe suas dívidas e gastos em dois grupos.

Primeiro, o grupo dos ‘recorrentes’, ou seja, as dívidas que chegam todos os meses e tem caráter obrigatório.

No segundo grupo, coloque as dívidas que já estão atrasadas, junto àquelas dívidas extras. Sabe quando você sai para comprar verduras e volta com uma calça que você nem gostou muito?

Então, esse tipo de dívida também entra no segundo grupo.

Faça a soma do primeiro grupo, e, com o valor encontrado, subtraia-o da renda familiar total de sua casa.

Dessa forma, saberá quanto exatamente terá disponível para pagar as dívidas do segundo grupo.

Por exemplo, se o primeiro grupo (gastos mensais recorrentes) deu R$ 2.500,00 e a receita total mensal em sua casa é de R$ 4.000,00, você pode deduzir que possui R$ 1.500,00 para sair do vermelho e pagar as dívidas atrasadas.

É algo simples, mas ter essa organização é fundamental. Caso contrário, acabará comprometendo o pagamento de gastos mensais obrigatórios e gerando mais dívidas.

Renegocie suas dívidas

Como fugir das dividas – 3. Renegocie suas dívidas

Nossa próxima parada para sair do vermelho é a renegociação.

Vá atrás de seus credores e tente renegociar as dívidas daquele segundo grupo.

Como negociar minhas dívidas?

Pode fazer isto de duas formas.

A primeira será buscando a diminuição do valor mensal das parcelas.

Por quê? Dessa forma, você conseguirá pagar mensalmente (mesmo que pouco a pouco) todas as dívidas que estão acumuladas.

Porém, tenha em mente que, seguindo esse caminho, você ficará um bom tempo com todo seu dinheiro comprometido a pagar dívidas atrasadas, sem poder gastar absolutamente nada.

O grande benefício é que, ao final desse tempo, estará completamente fora do vermelho.

A segunda forma é priorizar dívidas.

Foque todo o dinheiro que sobrar da renda mensal em pagar determinadas dívidas primeiro, deixando as demais para um momento posterior.

Essa segunda forma é mais indicada dependendo da dívida que tem atrasada.

Recomendo que utilize esse método, por exemplo, se estiver no rotativo do cartão de crédito.

Vá até o banco, renegocie e concentre todo seu fôlego em eliminar essa conta.

 

4. Crie metas de gastos mensais

Se você quer uma reserva para emergência ou possui um projeto a longo prazo, não pode comprometer toda sua renda mensal em pagar contas.

A fim de evitar que isso ocorra, estabeleça tetos máximos mensais que podem ser gastos por você e por sua família.

Essa dica se aplica tanto para pessoas que querem sair do vermelho quanto para indivíduos que conseguiram sair do vermelho e desejam mudar seus hábitos financeiros.

Defina o valor que poderá ser gasto com supermercado.

Os preços dos alimentos estão entre os que mais subiram em 2020.

Fazer uma lista de compras e segui-la fielmente evita que você aplique seu dinheiro em coisas desnecessárias.

Estabeleça quanto será gasto com lazer, desde saídas aos finais de semana, cinema, festas até mesada das crianças.

Esses gastos, se não controlados, impossibilitam que uma pessoa saiba como sair das dívidas.

Tente pagar em dinheiro ou com um cartão de débito

5. Evite parcelar suas compras

No começo do texto, apresentamos as principais causas do endividamento das famílias brasileiras.

Dentre elas, se encontra o parcelamento.

A ideia do parcelamento é interessante.

Possibilitar que uma pessoa adquira algo para debitá-la posteriormente.

O problema surge quando há descontrole no uso dessa ferramenta.

Em vez de utilizar o parcelamento em situações extremas ou de forma eventual, usamos ele como primeira opção.

E o pior: parcelamos em várias parcelas, que levarão meses para serem quitadas.

Assim, saber como organizar a vida financeira e sair do vermelho envolve também ter conhecimento das medidas necessárias para evitar que essa situação ocorra novamente.

Apenas parcele se for estritamente necessário.

E parcele em poucas vezes, mesmo que o valor mensal fique maior.

Passe a guardar dinheiro para comprar as coisas.

Além de não ficar no vermelho, pessoas que pagam suas contas à vista tem boa credibilidade no mercado.

ViaForutna - Reserva de emergência

6. Tenha uma reserva de emergência

A reserva de emergência é o dinheiro que garantirá sua sobrevivência diante de situações extremas e inesperadas.

Por exemplo, a perca do emprego.

Qual deve ser o tamanho da minha reserva de emergência?

O valor adequado referente a uma boa reserva de emergência corresponde a seis meses da sua renda total.

Assim, se a renda familiar mensal total for de R$ 4.000,00, a reserva de emergência deverá ser de R$ 24.000,00.

Porque esse valor todo?

Porque assim você estará preparado para qualquer cenário que surgir, sem comprometer seu padrão de vida e sem ficar no vermelho acumulando dívidas.

Não é necessário juntar essa quantia de uma vez.

É algo que se faz pouco a pouco, ao longo dos anos.

Mas é importante que comece e adquira esse hábito.

Num quadro de desemprego, por exemplo, qualquer quantia na sua reserva de emergência já será muito bem-vinda.

Vale a pena pedir empréstimo para pagar dívidas?

Depende da sua dívida.

Mais especificamente, depende dos juros de cada dívida sua.

Há dívidas que possuem os juros superiores aos juros advindos de um empréstimo.

Nesta situação, a realização do empréstimo é satisfatório.

É o caso do rotativo do cartão de crédito.

Os juros do cartão de crédito estão entre os mais altos do mercado e se cair na bobeira de utilizar o rotativo, correrá o risco de ter a dívida duplicada ou triplicada.

Em outras situações, nas quais os juros forem pequenos ou se conseguir uma boa renegociação, não há necessidade de realizar um empréstimo.

Até mesmo porque o empréstimo também vem acompanhado de juros.

Se você pega com o banco R$ 5.000,00, é provável que termine pagando algo em torno de R$ 6.500,00 à R$ 7.000,00, sendo bastante otimista.

Empréstimos precisam ser vistos com cautela.

Um mau uso pode gerar mais dívidas do que ajudá-lo a sair do vermelho.

Conclusão

Tão importante quanto saber como sair das dívidas é saber como organizar a vida financeira e sair do vermelho.

Além de sair desse problema, precisamos mudar os hábitos para evitar que eles ocorram novamente.

Organização financeira, cálculos dos gastos mensais, reserva de emergência e correr do parcelamento são lições que precisam ser levadas à vida.

Precisamos aprender a utilizar o dinheiro a nosso favor.

Espero que tenha aprendido como sair das dívidas.

Em um momento de crise, conseguir manusear a vida financeira e ter uma reserva para os momentos de sufoco é de grande importância.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You May Also Like